040: O caminho do minério

O tráfego intenso de caminhões carregados com minérios é um dos grandes desafios de qualquer empresa que administra rodovias. Milhares de viagens diárias de veículos pesados podem não somente reduzir o tempo de vida do pavimento, mas também causar acidentes de alta gravidade. A Via 040, concessionária de um trecho da rodovia BR-040, lida diariamente com 46 quilômetros de estradas usadas por, pelo menos, uma dezena de mineradoras.

040: O caminho do minério

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A atividade de mineração no trecho administrado pela Via 040 se desenvolve com maior intensidade entre os quilômetros 544, em Nova Lima (MG), e 610, em Congonhas (MG). É lá que existem empreendimentos minerários da V&M, CSN, Ferrous, SAFM, Ferro+ Mineração, Herculano, entre outras, segundo a concessionária.

A Via 040, empresa do grupo Invepar, realiza a gestão de um trecho de quase 937 quilômetros da rodovia BR-040, de Brasília (DF) a Juiz de Fora (MG). O percurso, que compreende 35 municípios e uma população estimada de 8 milhões de habitantes, será duplicado até 2019, segundo a concessionária.

A empresa, que desenvolve uma série de projetos de modernização da parte que administra da BR-040, afirma que procura manter canais de diálogo abertos junto às mineradoras lindeiras à rodovia, com o objetivo de encontrar soluções conjuntas para que o tráfego de veículos de carga de minério gere o menor impacto possível ao fluxo e às condições da rodovia.

De acordo com a concessionária, entre as propostas discutidas estão adequações a serem realizadas em acessos das minas à rodovia e melhorias no procedimento de limpeza de caminhões. Os serviços de conservação em toda a rodovia e, no trecho povoado por mineradoras, estão em execução e os trabalhos buscam minimizar os impactos do transporte de minério.

As atividades realizadas pela Via 040 englobam a limpeza da pista, da sinalização e dos sistemas de drenagem. A limpeza constante das placas de sinalização melhora a visibilidade dos alertas sobre limites de velocidade, curvas acentuadas e pontos de atenção. O trabalho de desobstrução dos sistemas de drenagem evita o acúmulo de água na pista, o que proporciona mais segurança aos usuários. Já a limpeza das pistas evita que o minério depositado no asfalto se transforme em fator de risco durante o tempo chuvoso.

"As ações ajudam a enfrentar o desafio ambiental de manter uma rodovia em padrão adequado mesmo com a intensa utilização da mesma para o escoamento do minério produzido na região. As boas condições de tráfego na rodovia dependem de esforços conjuntos, assim, os nossos esforços devem se somar ao compromisso das mineradoras na implantação de medidas que amenizem os impactos do transporte de minério na BR-040", disse a concessionária em e-mail enviado ao NMB.

A Ferro+ Mineração, integrante do Grupo J. Mendes, transporta cerca de 200 mil toneladas mensais pelo trecho entre a mina de Fábrica, da Vale, e a unidade da Ferro+, localizada no quilômetro 595 da BR-040, de acordo com Erik Celestino, gerente de SESMT da empresa.

Celestino fala que, em relação à segurança dos caminhões de minério, a mineradora realiza a gestão e o controle por meio de fiscalização constante dos veículos. Entre os itens verificados está o enlonamento da caçamba dos caminhões, o travamento de báscula, o uso de rampa de retenção de sólidos nas básculas dos caminhões e o peso regulamentado.

Localizada às margens da BR-040, a Mineração Serra da Moeda (MSM) utiliza o trecho da rodovia entre as cidades de Conselheiro Lafaiete e Sete Lagoas, em Minas Gerais, transportando mensalmente 5.000 toneladas de minério, afirma Valéria Resende, uma das sócias da mineradora.

Segundo ela, a empresa ainda não foi informada a respeito de medidas específicas que tenham sido tomadas com relação à segurança no transporte de minérios. "Já a sinalização da via foi totalmente refeita, tanto a horizontal quanto a vertical, trazendo maior segurança para o usuário. Mas a poeira continua a existir", disse.

A Via 40 informou que, em relação às obras de recuperação, promoveu melhorias no trecho concedido, caso do segmento entre Nova Lima (MG) e Congonhas (MG).

"Foi concluída a reconstrução do pavimento e a revitalização de toda a sinalização do trecho e agora, os usuários que transitam pela região já têm à disposição uma pista com asfalto de melhor qualidade, sem ondulações e degraus, com sinalização legível e tachas refletivas [olhos de gatos] que auxiliam a direção noturna".

Algumas mineradoras se anteciparam à concessão da rodovia. Foi o caso da Vale que, no fim de 2014, começou a usar uma estrada privada de 24 quilômetros.

A via, conhecida como Estrada de Ligação Pico-Fábrica, vai das unidades operacionais da mina do Pico, em Itabirito (MG), até a mina de Fábrica, em Congonhas (MG). Com capacidade projetada para o transporte de 24 milhões de toneladas/ano, até 2020, a estrada se destina somente ao tráfego de caminhões usados para o transporte de minério de ferro que circulam na região, em especial na BR-040.

As boas condições das rodovias dependem não somente das obras realizadas pelas concessionárias que as administram, mas também das práticas das empresas que transportam produtos e mercadorias. Para que a BR-040 e a atividade minerária da região não sejam afetadas, é importante o diálogo entre as mineradoras e a concessionária Via 40, com o objetivo de realizar ações que garantam um tráfego seguro e a conservação da rodovia.

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