CRM testa beneficiamento a seco para reduzir contaminantes do carvão

A Companhia Riograndense de Mineração (CRM) informou hoje (27) que iniciou os primeiros testes da planta piloto de beneficiamento a seco na mina de Candiota, no Rio Grande do Sul. O tratamento, com investimento superior a R$ 11 milhões, visa reduzir o teor de enxofre e os contaminantes presentes no carvão bruto.
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O objetivo da companhia é aumentar o poder calorífico do mineral, para melhorar o desempenho da Usina Presidente Médici, da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), principal cliente da CRM.

“Melhorar as condições de queima do carvão, usando a melhor tecnologia existente, é um objetivo que devemos perseguir para ampliar a utilização na matriz energética. Os testes da planta de beneficiamento estão nesta esteira de melhorar a qualidade do nosso carvão”, disse Elifas Simas, presidente da CRM.

A tecnologia de jigagem a seco tem potencial para reduzir os custos de moagem na operação da caldeira, no circuito de cinzas e no tratamento das emissões gasosas em usinas térmicas. De acordo com a CRM, quando os testes forem concluídos com as variadas possibilidades de regulagens e controles sobre a qualidade do carvão, será aberto um novo leque de possíveis parceiros econômicos.

A implantação da planta de beneficiamento foi coordenada pela Superintendência de Engenharia (SE) da CRM, que executou os projetos de britagem e peneiramento da obra. Ao coordenar a montagem e realizar os testes, o setor avaliará os detalhes antes de autorizar a operação.

“Este é um trabalho fundamental para a CRM e resultado do esforço conjunto da equipe, que buscou a excelência na concepção dos projetos e fará o mesmo nesta fase de testes”, afirmou João Batista Casanova Garcia, superintendente da empresa.

Garcia destacou que a tecnologia de jigagem a seco é importada, mas a coordenação e integração com as outras etapas do beneficiamento a seco são responsabilidade da CRM.

O tratamento implantado em Candiota pela CRM é inédito, não só no Brasil, mas como em toda a América Latina. Segundo a companhia, o processo é indicado, principalmente, para locais com carência de água ou onde o mineral tem elevada capacidade de reter água, inclusive da umidade do ar, caso do carvão extraído pela CRM em Candiota.

A planta piloto tem capacidade produtiva de 50 toneladas por hora e atende aos requerimentos da CRM com a Usina Presidente Médici para realizar testes de viabilidade ambiental, técnica e econômico-financeira na exploração da jazida. A usina exige maior recuperação de massa com menor teor de enxofre total.

A tecnologia utilizada foi adquirida da empresa alemã Allmineral, representada no país pela Kuttner do Brasil. A CRM busca o uso da jigagem a seco desde 2004, por meio de estudos de caracterização para beneficiamento do carvão de Candiota em ensaios laboratoriais. Neste processo foram parceiros a CGTEE, a Fundação Luis Englert, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o Laboratório de Processamento Mineral AMR da RWTH-Aachen da Alemanha, entre outros.

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