Infestação de aranhas não impede reabertura de mina na Austrália

Com a alta do ouro, após o metal registrar a maior queda das últimas três décadas, não há motivos que impeçam a reabertura de minas fechadas ou a retomada de projetos paralisados, nem mesmo uma infestação de aranhas. A mineradora Saracen Mineral, que concordou em comprar da russa Norilsk Nickel a Thunderbox, uma mina desativada na Austrália, encontrou aranhas tecelãs de teias douradas como o primeiro desafio antes de retomar a produção, prevista para o próximo ano.
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“Elas são muito grandes, não venenosas, mas assustadoras", disse o CEO da Saracen, Raleigh Finlayson. Segundo ele, enquanto elas podem servir como armadilha, ao comer pequenas aves e morcegos, mordidas humanas são raras e podem causar apenas náuseas e tonturas. "Deveriam ser duas mil aranhas rastejando ao longo da planta", afirmou o CEO.

Depois de completar uma equility de US$ 57 milhões, Finlayson afirmou que a produção em Thunderbox pode ser antecipada para até junho de 2015. “Em janeiro foi como se uma luz tivesse sido acendida. O preço do ouro mudou e a postura do mercado mudou junto”, disse.

A oportunidade de reativar antigas minas não é uma exclusividade da Austrália. Na Romênia, uma mineradora chamada Gabriel Resources está solicitando ao governo do país a emissão de licenças para permitir a retomada da mineração em Rosia Montana, um depósito fechado em 2006 que foi inicialmente operado pelos romanos no século II. Na Nova Zelândia, a New Talisman Gold Mines está em busca de fundos para retomar as operações na mina Talisman, que funcionou de 1980 até 1992.

Segundo a Bloomberg, as mineradoras estão apostando no aumento da demanda da China e da Índia, os dois maiores compradores. A Barrick Gold, maior produtora de ouro do mundo, chegou a afirmar, no início deste ano, que os preços do metal podem subir de tal forma que alcançarão US$ 2 mil por onça dentro de dois ou três anos. As informações são da Bloomberg.

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