Nióbio, grafeno e lítio brasileiros interessam ao Japão

As empresas japonesas têm grande interesse em investir em minérios raros do Brasil, como grafeno, nióbio e lítio, segundo informações de fontes de Tóquio. O interesse foi confirmado pelo embaixador brasileiro no Japão, Eduardo Saboia. Segundo ele, os dois países e empresas das duas localidades estão aprofundando a cooperação para a produção e uso de nióbio e grafeno.
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Amostras de nióbio

A principal empresa global de nióbio é a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), detendo 76% do comércio mundial. O metal é usado para aumentar as propriedades do aço, garantindo a fabricação de automóveis mais leves, de tubulações mais seguras para o transporte de gás, além de infraestrutura e construção civil de uma forma mais segura e sustentável. Um consórcio japonês-coreano, liderado pela japonesa Sojitz, pagou US$ 1,95 bilhão, em 2011, por uma fatia de 15% da CBMM.

A empresa japonesa Toshiba possui uma parceria com a CBMM para a produção de baterias automotivas de recarga ultra-rápida, já prevendo a ampliação do mercado mundial de nióbio. A ideia é produzir essas baterias ultra-rápidas e com alta densidade energética, dois itens essenciais na indústria automotiva atual diante da busca crescente por veículos elétricos que utilizam baterias recarregáveis. Conforme a companhia brasileira, o uso do nióbio permite baterias mais seguras e duráveis, além de tempos recordes de recarga. A Toshiba pretende iniciar a fase de homologação e pré-comercialização com as montadoras no começo de 2021.

Segundo algumas fontes, o grafeno não deve demorar a promover negócios no Brasil. Trata-se de um metal que pode revolucionar a indústria tecnológica como um todo por causa da sua resistência, transparência, leveza, flexibilidade, além de ser um ótimo condutor de eletricidade.

Já o lítio, que também é utilizado em baterias para carros elétricos, a Mitsui investiu US$ 30 milhões, em 2019, em uma área brasileira que é explorada pela Sigma Lithium Resources. Em troca, ela receberá 25% da produção inicial de 220 mil toneladas por ano.

O Brasil quer aproveitar ainda o fato de o Japão passar, no momento, por uma transição de sua matriz energética para uma composição mais limpa. O etanol de segunda geração, por exemplo, desenvolvido atualmente em solo brasileiro, é mais eficiente, menos poluente e está mais apto aos novos modelos de automóveis com propulsão elétrica.

A relação entre motores elétricos e o etanol de segunda geração faz parte da cooperação científica.

entre as universidades Unicamp e USP com a Nissan do Brasil. A Toyota, segundo o embaixador da marca, anunciou o investimento de R$ 1 bilhão no Brasil para a produção de automóveis elétricos com tanques complementares de etanol. As informações são do Valor Econômico.

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