Start-up de projeto da Mineração Vale Verde será em 2020

Projeto de cobre e ouro Serrote da Laje está orçado em R$ 850 milhões.
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Projeto Serrote da Laje

A Mineração Vale Verde (MVV), subsidiária da Aura Minerals no Brasil, planeja o start-up do projeto de cobre e ouro Serrote da Laje para 2020. De acordo com a mineradora, 80% das etapas para iniciar a construção do empreendimento já foram concluídas. A informação de que o projeto estaria paralisado fez com que famílias invadissem uma área da mineradora em Craíbas, no Estado de Alagoas.

"O projeto está em atualização de sua estimativa de custos e buscando alternativas de financiamento. Concluímos cerca de 80% das etapas necessárias para iniciar a construção do empreendimento", afirma a Mineração Vale Verde, em nota enviada hoje (13) ao Notícias de Mineração Brasil (NMB).

De acordo com a empresa, o projeto Serrote da Laje está na fase de conclusão da engenharia e financiamento. O objetivo da empresa é iniciar em breve as atividades de construção, o que deve gerar empregos na região. No final de 2015, em entrevista ao NMB, a empresa disse que caso os resultados do estudo de engenharia fossem positivos, o projeto entraria em operação em 2018, fato diferente da projeção atual.

"A recente recuperação do preço do cobre traz boas expectativas para conclusão do financiamento do projeto em 2017, para que o mesmo seja completamente implantado entre 2018/2019 e o start-up ocorra em 2020", diz a mineradora.

Segundo apurou o NMB, a empresa já investiu mais de R$ 150 milhões no projeto. A MVV afirma que a projeção atual para a conclusão da implantação do projeto em Alagoas é de aproximadamente R$ 850 milhões.

O objetivo da empresa com o projeto Serrote da Laje é processar 4 milhões de toneladas de minério por ano com teor médio de 0,5% Cu e recuperar 84% desse total, produzindo 17 mil toneladas de cobre contido anualmente. Esse volume equivale a aproximadamente 85 mil toneladas de concentrado de cobre, segundo cálculos da Vale Verde.

Invasão na área do projeto

De acordo com a imprensa alagoana, cerca de 600 famílias invadiram a região do projeto da Mineração Vale Verde. Segundo a população local, a mineradora desapropriou áreas, com a promessa de gerar emprego e renda, o que não seria uma realidade até agora.

A empresa, no entanto, afirmou ao NMB que a invasão no local do empreendimento é um fato isolado e que o número de invasores não é maior do que 80 pessoas.

"Sempre tivemos um bom relacionamento com as comunidades do entorno. É um caso isolado, recente, motivado por novos movimentos sociais de causa duvidosa. A primeira invasão ocorreu em 4 de março deste ano, devido boatos infundados, outras pessoas se juntaram ao movimento", afirma a empresa.

Em nota, a mineradora diz que obteve uma liminar para reintegração de posse, que foi executada por Oficiais de Justiça no dia 5 de abril. A mineradora afirma que "o prazo para desocupação pacífica é de 10 dias". "Notamos que diversas famílias já começaram a desocupar o local, em respeito ao direito de propriedade da MVV sobre as áreas", diz a MVV.

De acordo com a empresa, desde o início do projeto a empresa tem desenvolvido ações sociais e ambientais na região do projeto. Plantio de mudas, construção de aviários, orientações sobre horticultura, hidroponia, apicultura, cursos de qualificação profissional e reforma de 19 escolas estão entre as ações listadas pela empresa.

"Em parceria com o Sebrae, Senai e prefeituras, desde que iniciamos o projeto em 2007 já ofertamos mais de 35 mil horas de cursos para a comunidade, com mais de 2500 participantes em áreas como azulejistas, pintor, carpinteiro, encanador, instalador predial e outros", diz a empresa.

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