Mapas de alterações gravitacionais ajudam na pesquisa mineral

Uma pesquisa realizada por cientistas alemães e australianos, sob a coordenação de Christian Hirt, da Universidade Curtin, descobriu que a gravidade na Terra varia cerca de 0,7%, número 40% acima do que os especialistas esperavam. Os mapas que apontam as diferenças gravitacionais no planeta poderão ser usados no setor de mineração para encontrar áreas com potencial para exploração mineral.
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A pesquisa foi realizada com o apoio da Universidade Técnica de Munique e de um supercomputador da iVEC, centro de tecnologia que fica em Western Australia e é mantido pelo governo australiano. O Australian Research Council também contribuiu com a pesquisa. Os mapas também serão úteis para engenheiros civis, na construção de canais, pontes e túneis.

"Isso comprova como o achatamento da Terra influencia no campo gravitacional. A gravidade da Terra é, geralmente, maior nos polos e menor nas regiões equatoriais", disse Hirt.

Ele explica que a gravidade varia por causa da rotação e do achatamento do planeta e pelo fato da distribuição de massa não ser homogênea. "Basta pensarmos nos vales e nas montanhas que fazem com que a Terra não seja uma esfera ou elipsoide perfeito. Assim como os corpos minerais que têm maior densidade de massa em relação às massas circundantes", afirmou o pesquisador.

Hirt conta que essa alteração gravitacional influencia no peso das pessoas. Nas regiões onde a gravidade for maior, uma pessoa vai pesar mais. Por um exemplo, um ser humano de 100 quilos vai pesar 700 gramas a mais no Polo Norte, onde a gravidade é de 9,83ms-2, do que em Nevado Huascaran, no Peru, que tem gravidade de 9,76ms-2.

Nas Tasmânia e Austrália, que são países muito próximos, também há alteração de peso. A mesma pessoa com 100 quilos vai pesar 200 gramas a mais na Tasmâmia do que em Queensland, Austrália.

Os mapas desenvolvidos por Hirt e sua equipe não serão comercializados. Os desenhos estão disponíveis no site da Universidade Curtin .

As conclusões da pesquisa foram publicadas na revista Geophysical Research Letters.

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